A caçadora de Aloes

Botânica | Biodiversidade

Hilde Jacobsen, g.h.jacobsen@nhm.uio.no Photo: Charlotte Sletten Bjorå | 15/03/13 | Oslo

A maioria da população é familiar ao género Aloe que é globalmente usado na fabricação de vários produtos, sobretudo loções. O que a maior parte do público desconhece é que existem várias espécies de entre o género Aloe, talvez até mais de 600. A maioria destas espécies contém substâncias que são exploradas comercialmente por grandes empresas multinacionais. As espécies de Aloe são vulgarmente usadas na medicina tradicional africana, local de sua origem. Os conhecimentos locais sobre os seus benefícios tem sido importantes para a criação de vários medicamentos e drogas. Infelizmente estas populações não têm usufruído dos lucros resultantes. Através da documentação e identificação dos seus usos tradicionais e da recolha de indivíduos das espécies, por herbários, a botânica Charlotte Sletten Bjorå do Museu de História Natural de Oslo, tem conseguido contribuir para que as empresas multinacionais que exploram estes recursos não consigam os direitos únicos à sua exploração, o que se pode considerar “propriedade local”.

De forma a preservar e possibilitar a exploração destas plantas para fins medicinais é importante identificar quais as espécies que existem. Charlotte Sletten Bjorå tem vindo a desenvolver este trabalho por vários anos, durante o qual, e através de várias viagens a África, conseguiu criar a maior colecção de Aloes da Europa. Alguns deles podem ser observados nas estufas do Museu de História Natural de Oslo.      

Assista aqui a uma amostra do trabalho desenvolvido pela Dr.ª Charlotte Sletten Bjorå.

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