Alunos desenvolvem roupas a partir do cultivo de plantas e fungos

Botânica

Natasha Gartside, BGCI | 27/06/13 | London

Durante os últimos 10 meses, os alunos Emma Howard, Millie Barrow, Grace Harrop e Annabell Jose da escola secundária Queen Elizabeth II, tem vindo a usar chá verde e açúcar mas não para fazer chá. Aplicando à mistura leveduras e bactérias pretendiam fabricar roupas. Revoltados com os hábitos dos jovens de comprar roupas baratas da moda e que depressa são descartadas por outras novas, este grupo de alunos decidiram experimentar algo novo, eticamente mais correcto e baseado naquilo que aprenderam nas aulas de biologia.

Embora a ligação ao método IBSE não seja imediata, através deste projecto os alunos apresentam bases IBSE através da ligação entre as plantas e os seus materiais vegetais resultantes. Pelo que parece, o projecto foi desenvolvido pelos próprios alunos e através da sua capacidade de motivação, experimentação (primeiro numa caixa de plástico e com tintas naturais, como beterraba e cebola vermelha), aprendendo através dos resultados das suas próprias experiencias e aplicando o seu próprio conhecimento, em semanas conseguiram desenvolver uma fábrica de tecidos vegetais. Através deste projecto, os alunos aplicaram alguns dos passos sequenciais do método IBSE.

Para muitos educadores e professores, a questão é como motivar os alunos para um plano de investigação com plantas. A ideia de “cegueira das plantas”, que descreve que os estudantes tendem a considerar os animais mais interessantes que as plantas e considerando-as como inferiores, é um obstáculo para a aplicação do método IBSE às plantas. Este projecto mostra-se então, de enorme interesse por contrariar este obstáculo. Apresenta-se também, como uma mensagem de alternativas possíveis de vestuário sustentável e biodegradável. Este projecto ganhou o Ecover Young Green Award, um dos prémios do Observer Ethical Awards 2013, salientando o seu sucesso.

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